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A derrota de Donald Trump e do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato (midterms de novembro de 2026), que deu aos democratas o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, não para automaticamente as guerras, mas cria sérios freios institucionais e políticos para a condução da política externa do presidente.
Principais impactos do novo cenário político:
• Maior fiscalização e corte de recursos: Com a maioria no Congresso, os democratas ganham força para investigar gastos militares, propor resoluções para limitar ações bélicas e barrar ou reajustar orçamentos destinados a conflitos (como a guerra contra o Irã e o apoio a frentes externas).
• Autonomia do Executivo ainda é ampla: Apesar da derrota legislativa — cujos novos parlamentares assumem em janeiro de 2027 —, Trump mantém grande poder constitucional como comandante-em-chefe para conduzir negociações diplomáticas, decretos e decisões militares de emergência.
• Barreira de dois terços: Para derrubar eventuais vetos presidenciais de Trump a leis aprovadas pela oposição, os democratas precisarão de uma maioria qualificada de dois terços em ambas as Casas, o que exigirá articulação com republicanos moderados.
• Pressão interna e desgaste: O resultado eleitoral foi fortemente influenciado pelo descontentamento popular com a inflação, o custo de vida e o envolvimento em guerras no Oriente Médio. Aliados e assessores reconhecem que o custo político desses conflitos pesou contra o partido, o que pode forçar a Casa Branca a buscar saídas diplomáticas ou acordos para evitar um desgaste ainda maior até 2028
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