Malú : Soneca : O Benefício da Mesma :
Cientistas comprovam: a popular siesta traz benefícios para o cérebro, ajuda a consolidar a memória de longo prazo e ainda previne a obesidade
Estudo aponta que 90 minutos de soneca são capazes de consolidar a memória de longo
prazo — aquela que não desaparece ou se mantém ativa mesmo após muitos anos.
A prática, aliás, coleciona benefícios e é sugerida não somente para políticos e cientistas. Por exemplo, se você faz parte do time de pessoas que não consegue dormir as oito horas diárias indicadas pelos especialistas, saiba que pode ser mais saudável tirar uma soneca reparadora após o almoço do que forçar os limites do corpo com xícaras de café. “O sono é um processo ativo, onde há reparações no organismo, bem como a produção de hormônios. Assim, o cochilo pode ser uma saída para compensar o sono incompleto “
Cuca fresca
O primeiro grande beneficiado com a popular siesta é o cérebro. Uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia mostrou que uma hora de cochilo é capaz de restaurar o órgão e melhorar sua capacidade de funcionamento. Para isso, os pesquisadores dividiram 39 jovens adultos em dois grupos. Ao meio-dia, todos foram submetidos a testes de aprendizado. Porém, apenas metade recebeu o aval para tirar uma soneca de 90 minutos ao final do processo. Reunidos novamente às seis da tarde para uma nova bateria de exames, houve uma diferença gritante nos resultados: quem pode dormir se saiu muito melhor. Nesse caso, a principal hipótese foi que o sono ajudou a apagar do cérebro a memória de curto prazo e abriu espaço para novas informações. Como um computador, que depois de limpo, passa a funcionar de forma mais eficiente.
Aprendizado completo
Outra boa notícia relacionando siesta e memória vem da Inglaterra, mais precisamente da Universidade de Haifa (Israel). Um estudo publicado na revista científica Nature Neuroscience defendeu que 90 minutos de soneca também são capazes de consolidar a memória de longo prazo — aquela que não desaparece ou se mantém ativa mesmo após muitos anos. O teste envolveu quatro grupos, que foram submetidos a diferentes atividades motoras. Após a siesta, houve melhora na memorização e na execução dos exercícios. “É durante o sono que gravamos o que aprendemos ao longo do dia. Mas isso ocorre no sono profundo, dos sonhos, que geralmente acontece à noite”
Seria a siesta também benéfica para a prevenção à obesidade? Apesar de não haver estudos científicos específicos sobre o assunto, tudo indica que sim. Isso porque, com a prática da siesta, há a alteração de dois hormônios relacionados à fome e à saciedade: a grelina e a leptina. “Quem dorme pouco durante a noite tende a ter um desequilíbrio nestes dois hormônios, por isso, costuma sentir mais fome no decorrer do dia”, explica Legey. “Com ela, pode haver a recuperação do equilíbrio dos hormônios e a pessoa se sente saciada mais facilmente, contribuindo para a perda de peso”, complementa.
O fator fisiológico